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FATOS NUTRICIONAIS SOBRE OS MICROVERDES

Apesar de pequenos em tamanho, microverdes tem sabores surpreendentemente intensos,
cores vívidas, texturas agradáveis e podem ser servidos como uma guarnição, um novo
ingrediente para saladas, snacks saudáveis, adicionados em vitaminas ou transformados
em sucos verdes. Mas estes pequenos vegetais são mais que simples ingredientes.

 

Segundo estudos científicos , microverdes são verdadeiros super-alimentos cheios de
antioxidantes e outros nutrientes que promovem saúde. A Fazenda Urbana vende seus
microverdes MightyGreens ainda plantados, ou seja, vivos e prontos para consumo.

 

Microverdes, como qualquer vegetal, perdem valores nutricionais no momento da colheita e
os níveis nutricionais baixam muito rápido depois disso. Por isso, recomendamos que
mantenham os microverdes MightyGreens plantados em seu substrato até o momento do
consumo, para aproveitar ao máximo seus valores nutricionais.

 

 

Microverdes São Mais Nutritivos que Vegetais Adultos
 

Em 2012 um time de cientistas da Universidade de Maryland e do Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos analisaram a composição nutricional (concentrações de
ácido ascórbico, carotenóides, filoquinona e tocoferóis) de 25 variedades de microverdes. O
resultado do estudo mostrou que em geral as folhas cotilédones dos microverdes tinham
densidades nutricionais consideravelmente maiores que suas contrapartes adultas (folhas
cotilédones referem-se às primeiras folhas embrionárias de uma plântula). Este estudo em
larga escala foi publicado na edição de Agosto de 2012 do “Journal of Agricultural and Food
Chemistry”.

 

Em 2016 pesquisadores do Food Quality Laboratory e do Crop Systems and Global Change
Laboratory (USDA-ARS), conduziram um estudo para analisar as concentrações de
macroelementos (cálcio, magnésio, fósforo, sódio, potássio) e de microelementos (cobre,
ferro, manganês e zinco) de 30 espécies de microverdes de brássicas. Os resultados
demonstraram que microverdes de brássicas são boas fontes de macroelementos e
microelementos.

 


Vitamina C - Muito Abundante em Microverdes
 

O estudo de 2012 relatou que mesmo a amostra de microverde que tinha os menores níveis
de vitamina C, continha incríveis 20 miligramas de vitamina C a cada 100 gramas - quase o
dobro do que é encontrado em tomates. Repolho Roxo tem os maiores níveis de vitamina C
dentre as variedades pesquisadas - com surpreendentes 147 miligramas de vitamina C a
cada 100 gramas de microverdes. Como comparativo, de acordo com os dados nutricionais
do USDA, 100 gramas de repolho roxo adulto crú tem em média 57 miligramas de vitamina
C.

 

Vitamina C é um nutriente essencial envolvido no reparo de tecidos e na produção
enzimática de certos neurotransmissores. Ela é necessária para o funcionamento de
diversas enzimas e é importante para o sistema imunológico. Também funciona como um
antioxidante, ajudando a proteger o corpo contra os efeitos nocivos dos radicais livres.

 

 

Vitamina E - Uma porção diária de vitaminas
 

A pesquisa da Universidade de Maryland mostrou que os microverdes contém níveis
significativos de tocoferol (vitamina E). A quantidade de alfa-tocoferol e gama-tocoferol
combinadas variam de 7.9 a 126.8 miligramas a cada 100 gramas de microverdes. A
vitamina E é uma vitamina lipossolúvel (se dissolve na gordura) e a principal função da
vitamina E é atuar como um antioxidante, controlando a atividade dos radicais livres.

 

Para adultos, a dose diária recomendada para vitamina E é de 15 miligramas de
alfa-tocoferol, significando que uma pequena porção de microverdes pode suprir sua dose
diária de deste importante antioxidante.

 

 

Betacarotenos - Microverdes são uma boa fonte
 

Carotenóides, como beta-caroteno, estão ligados a redução de risco de doenças,
particularmente nos olhos e determinados tipos de câncer. Cenouras são famosas por
serem ricas em betacaroteno, mas na verdade, alguns microverdes são muito ricos deste
importante nutriente, contendo até mais betacaroteno que as cenouras: 12 miligramas a
cada 100 gramas, comparado a 8 miligramas nas cenouras cozidas, de acordo com o
estudo de 2012. Além de betacarotenos, o estudo também mostrou que os microverdes são
boas fontes de outros carotenóides como luteína/zeaxantina e violaxantina.

 

 

Vitamina K - A vitamina da coagulação
 

De maneira geral, tudo o que é verde tem vitamina K. Vitamina K é um dos elementos que
atua junto a clorofila a produzir carboidratos e oxigênio durante e fotossíntese. Em 1967, um
estudo da Universidade de Yale sobre microverdes de ervilha mostrou que as plantas
produzem grande quantidade de vitamina K quando expostas a luz. O estudo de 2012
analisou os níveis de filoquinona (tipo de vitamina K produzida pelas plantas) em diferentes
microverdes e conseguiu concluir que todos mostraram grandes níveis desta vitamina, com
concentrações de 0,6 a 4,7 microgramas por grama.

 

A vitamina K é essencial para cuidar do bom funcionamento do organismo, desde a saúde
óssea até a saúde cardíaca, desempenhando um papel importante na saúde óssea e
cardíaca, e é uma das principais vitaminas que ajudam na coagulação do sangue,
fortalecimento dos ossos, mantém a função cerebral, e de acordo com um estudo espanhol,
ajuda a prevenir o câncer .

 

 

Redução de LDL, Colesterol no Fígado e Citocinas Inflamatórias
 

Um outro estudo conduzido pela Universidade de Maryland em 2016 descobriu que
microverdes de Repolho Roxo podem atenuar o ganho de peso mesmo com uma dieta
altamente gordurosa. Mais ainda, a suplementação com microverdes pode reduzir
significativamente os níveis de LDL circulantes em animais e reduzir colesterol hepático,
níveis de tricigliqueróis e a expressão de citocinas inflamatórias no fígado. Estes dados
sugerem que os microverdes podem modular o ganho de peso e o metabolismo do
colesterol e pode proteger contra doenças coronárias pela prevenção de
hipercolesterolemia.

 

 

Nutrientes e Iluminação Artificial
 

Um outro achado notável na pesquisa de 2012: a exposição de microverdes a luz tende a
aumentar sua densidade nutricional. Mais pesquisas estão sendo feitas mostrando que
determinados comprimentos de onda de luz assim como tempo de exposição tem efeito
direto sobre o conteúdo nutricional das plantas.

 

 

Fonte: https://pubs.acs.org/stoken/presspac/presspac/full/10.1021/jf300459b